Mogi Mirim EC completa 80 anos de glórias e duas décadas de Rivaldo

Chicão, em 1985, recebendo um prêmio de melhor em campo, entregue pelo radialista André Luiz

Nesta quarta-feira, 1º de fevereiro, o Mogi Mirim completa 80 anos de glórias no futebol profissional. Sua história mistura-se à do seu atleta mais famoso: Rivaldo Vitor Borba Ferreira, o meia pentacampeão mundial com a Seleção Brasileira em 2002 e eleito pela Fifa como o melhor jogador do mundo em 1999.
Pode-se dizer que existe o Mogi Mirim pré e o pós Rivaldo.
O pré-Rivaldo preparou uma base sólida para que pudesse ser o clube forte economicamente que é atualmente. Fundado no dia 1º de fevereiro de 1932, mas começou a conquistar seu espaço no cenário do futebol somente nos anos 80 com a eleição do empresário Wilson Fernandes de Barros (falecido) à presidência, em 1981.
À frente do Mogi Mirim por 27 anos – de 1981 a 2008, quando faleceu -, Wilson Barros transformou o clube num clube com uma infra-estrutura invejável e um modelo de gestão para os padrões brasileiros. De mero coadjuvante da terceira divisão do Campeonato Paulista a integrante da elite do futebol estadual.
Foi no ano de 1985 que o Sapo chegou à primeira divisão do Campeonato Paulista. Naquele ano, o Mogi montou um time considerado bom para os padrões da época, com jogadores como o “xerife” Chicão e Oscarzinho, e na noite de 11 de dezembro de 85, no estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, palco desta quarta-feira contra o Palmeiras, o time chegou à divisão principal ao conquistar o título da Segunda Divisão com um empate de 1 a 1 com o Tanabi.
De lá para cá, o Mogi se firmou no futebol paulista.
O ápice foi nos anos de 92 e 93, com o célebre “Carrossel Caipira”, liderado por Rivaldo, Válber e Leto. O sucesso do time, que disseminou o nome do Mogi Mirim por todo o território nacional, foi a união de um treinador de visão, com um esquema tático ousado, e jogadores virtuosos que incorporaram um profundo espírito de equipe.
Aos moldes do Carrossel Holandês da Copa do Mundo de 1974, o estreante técnico Oswaldo Alvarez implantou o esquema 3-5-2. O encaixe do elenco foi perfeito. De tanto girar, o Carrossel Caipira atordoou adversários por onde passou. Para os grandes clubes da capital, o Sapo ficou conhecido como o time do interior mais difícil de ser batido.
Tamanho foi o êxito do elenco comandado por Vadão que em 1992 o Sapo conquistou o título da Copa 90 Anos da Federação Paulista de Futebol e do Grupo Amarelo do Campeonato Paulista. Por pouco o time não chegou à final do Paulistão.
No ano seguinte, o clube venceu o Torneio Ricardo Teixeira.
Em 1995, o Mogi Mirim novamente conquistou o título do Campeonato Paulista da Série A-2.
Em sua história também se destacam o vice-campeonato da Série-C do Campeonato Brasileiro, em 2001, e título do Campeonato Paulista Sub-20, em 2006 e o vice em 2011.

A ERA RIVALDO
No dia 1º de fevereiro de 1992, o então presidente Wilson Fernandes de Barros, foi até a cidade de Paulista, no estado de Pernambuco, e acertou os detalhes finais para a contratação de uma jovem promessa que acabara de disputar a Taça São Paulo de Futebol Junior. Naquele dia ele contratava o jovem Rivaldo, que três dias depois desembarcava no então estádio Estádio Vail Chaves, praticamente somente com a roupa do corpo.
Determinado, aquele jovem esguio e de pernas tortas, ainda assustado com a mudança repentina de ares e costumes, fez uma promessa para si mesmo de vencer no maior centro do futebol brasileiro.
Porém, nem ele, muito menos o mais otimista dos apaixonados pelo futebol poderiam prever que aquele jovem recém chegado do nordeste fosse chegar tão longe no futebol.
Ao lado do amigo Válber e de outros craques que chegaram juntamente com ele, transformaram o Mogi Mirim na maior revelação do futebol sulamericano naquele ano de 1992, com o surgimento do Carrossel Caipira.
A partir de 1993, Rivaldo iniciou sua escalada de sucesso na vida pessoal e profissional. Foi emprestado ao Corinthians e com o sucesso obtido no alvi-negro, foi vendido no ano seguinte ao Palmeiras juntamente com o amigo Válber, naquela que foi considerada a maior transação do futebol nacional do ano.
Em 1994 Rivaldo transferiu-se para a Espanha, iniciando o ciclo de maior sucesso de sua vida profissional atuando em vários times da Europa e depois da Ásia.
Em 2008 ele aceitou a proposta de assumir o comando administrativo e financeiro do Mogi Mirim e tornou-se presidente do clube que o lançou para o futebol mundial.

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